Falência Ovariana Prematura

Receber o diagnóstico de menopausa precoce provoca um impacto emocional imenso. O sonho de constituir uma família vem à tona e sentimentos de impotência, frustação, arrependimento por ter priorizado outras questões como, por exemplo, o trabalho, ao invés da maternidade, o medo de envelhecer, associado com os sintomas de ondas de calor, insônia, diminuição da libido, afetam a visão que a mulher tem de sua sexualidade, feminilidade e autoimagem.

Atualmente o termo menopausa precoce tem sido substituído por insuficiência ovariana prematura ou falência ovariana precoce, pois foi verificado que esta condição pode não ser permanente e sim transitória, onde os ovários podem voltar a funcionar em algum momento da vida da mulher.

Esta condição ocorre em mulheres antes dos 40 anos de idade, sendo sua incidência de aproximadamente 1 em 1000 mulheres antes dos 30 anos, 1 em 250 em torno dos 35 anos e de 1 em 100 aos 40 anos.Os sintomas mais comuns são as alterações nos ciclos menstruais caracterizados por ciclos mais curtos, irregulares, aumento do fluxo menstrual ou atrasos menstruais e amenorreia (mais de 3 meses sem menstruar), frequentemente associados a ondas de calor (fogachos), irritabilidade, insônia, diminuição da libido e secura vaginal, devido à baixa produção de estrogênio.

Em 74% a 90% das pacientes a insuficiência ovariana é idiopática, ou seja, sem causa aparente. Entretanto, isso é difícil de quantificar, pois algumas alterações raras não são muitas vezes investigadas. Em cerca de 5% dos casos observa-se uma história familiar positiva, o que sugere uma predisposição genética para essa patologia.

São causas conhecidas de falência ovariana precoce:

1- Alterações cromossômicas ligadas ao cromossomo X
2- Alterações gênicas
3- Auto-imune
4- Causas tóxicas
5-Infecções
6- Cirurgias pélvicas

Uma simples dosagem de hormônio antimulleriano (HAM) poderia corresponder à primeira linha de investigação. Nas mulheres com falência ovariana precoce, os níveis de HAM estão reduzidos.

O risco de ter um cariótipo anormal é tanto maior quanto menor a idade de instalação dafalência ovariana precoce. Um cariótipo deve ser realizado como parte da avaliação de base para todas as pacientes com falência ovariana precoce.

A infertilidade é um problema significativo para a maioria das mulheres, no entanto, a ovulação e a gravidez bem-sucedida podem ocorrer em cerca de 5% a 10% da pacientes.

Alguns estudos sugerem que a terapia com estrogênio pode ter um efeito benéfico sobre a ovulação e gravidez. Até 10% dessas mulheres podem engravidar naturalmente. Além disso, os sintomas podem ser aliviados com a terapia estrogênica, ajudando também a prevenir a osteoporose .

Para as que não tiveram seus ciclos retornados ou que não querem esperar uma resposta do organismo para engravidar, uma opção seria a fertilização in vitro- FIV(sublinhado- ao clicarvai para a pagina do site que explica o tratamento); isso aconteceria por meio da doação de óvulos( ao clicar- remeterá à pag do site que fala sobre isso).

Para a maioriadas mulheres, esse é um diagnóstico difícil. O aconselhamento médico faz-se essencial a fim de prover o apoio e o conhecimento que a paciente e seu parceiro precisam. É importante a mulher saber que não está sozinha e que tem opções de tratamento, tanto para seus sintomas quanto para seu futuro reprodutivo.