Veja algumas das perguntas que costumamos responder no consultório

O congelamento de óvulos é hoje o único recurso da medicina reprodutiva para a preservação da fertilidade feminina.
O que isso quer dizer na prática?
Todas as mulheres nascem com um estoque (limitado) de óvulos. Durante toda a vida fértil, esse estoque vai diminuindo gradativamente até acabar, tendo uma queda mais brusca após os 35 anos.
Além da quantidade, a qualidade desses óvulos também é afetada no processo natural de envelhecimento.
É por isso que, quanto mais jovem, maiores as chances da mulher engravidar.
Não há nada que possamos fazer para desacelerar ou pausar esse processo de perda e envelhecimento dos óvulos. A não ser, o congelamento. Quando a paciente opta pela criopreservação, esses óvulos continuam com a mesma idade do momento em que foram coletados.
Ou seja, se uma paciente de 30 anos fizer o congelamento dos seus óvulos, e decidir engravidar aos 37, a idade cronológica dos óvulos continuará sendo de 30 anos. E isso interfere diretamente nas chances de obtermos um embrião saudável no processo de fertilização.
Perguntas frequentes sobre o congelamento de óvulos:

Tem uma idade limite para fazer o congelamento de óvulos?
O ideal é que o procedimento seja realizado antes dos 35 anos. Depois dessa idade, a tendência é que a quantidade e a qualidade dos óvulos caiam mais rapidamente.
Conseguimos estimar quantidade dos óvulos disponíveis avaliando a reserva ovariana da mulher. Essa avaliação se dá através de exames como o hormônio antimulleriano e o ultrassom transvaginal para contagem de folículos antrais (estruturas que abrigam os óvulos dentro dos ovários).
Já a qualidade dos óvulos só pode ser avaliada após a coleta. Não existe nenhum exame que nos antecipe essa informação antes de realizarmos o procedimento.

Como é a coleta de óvulos? Tem anestesia? É feita no hospital?
Ela é a realizada no centro cirúrgico da clínica Gerare, acompanhada por um anestesista. A paciente é sedada e dorme por volta de 20 minutos. Esse procedimento é feito via vaginal, guiado por ultrassom. Em aproximadamente em 1:30h a 2h a paciente já é liberada para ir para casa.
É melhor congelar óvulos ou embriões?
Do ponto de vista da resistência ao descongelamento, congelar embriões é melhor do que congelar óvulos. Mas é preciso lembrar que o embrião é do casal. E o óvulo é da mulher. Então, se estamos falando em preservação da fertilidade feminina, ainda mais de uma paciente jovem, o congelamento de óvulos pode ser mais interessante.
Há também o caso em que a paciente tem uma baixa reserva ovariana. Nesse cenário, podem ser necessárias mais do que uma coleta de óvulos a fim de criarmos um banco de óvulos suficiente para um tratamento futuro. Logo, os óvulos precisarão ir sendo congelados para a Fertilização in Vitro (e formação dos embriões) ser feita de uma só vez, com todos esses óvulos, ao invés de fazer várias fertilizações, uma a cada nova coleta.

O que acontece se eu congelar óvulos, mas conseguir engravidar naturalmente e não precisar usá-los?
Nesse caso, os óvulos continuam armazenados em segurança. A decisão do que fazer com eles é sua: Você pode mantê-los congelados, doá-los (em casos específicos permitidos por lei), descartá-los, ou usá-los no futuro caso deseje outra gestação.
Você tem outras dúvidas sobre o congelamento de óvulos? Entre em contato com a gente!
Fontes: Gerare Reprodução Humana/ CFM – Conselho Federal de Medicina/ SBRA – Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida