Setembro é o mês da conscientização sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos
Por Dra Alessandra Bianchini Daud, CRM/TO 2479

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio hormonal muito comum (estima-se que atinja uma em cada dez mulheres em idade fértil no Brasil, segundo o Ministério da Saúde). Ela se caracteriza pela presença de pequenos cistos nos ovários.
Entre os sintomas, podemos destacar:
- Ciclos menstruais irregulares ou ausência de menstruação;
- Alterações na pele como oleosidade em excesso e/ou acnes;
- Excesso de pelos no corpo;
- Dificuldade para engravidar.

Como a Síndrome dos Ovários Policísticos afeta a fertilidade?
A SOP atrapalha o processo de ovulação. Os hormônios desregulados impedem a maturação e liberação dos óvulos. Por isso, em alguns casos, a paciente pode até mesmo deixar de ovular – quadro chamado de “anovulação”.
Como é feito o tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos?

Um equívoco comum é partir para o uso de anticoncepcionais para tratar a Síndrome dos Ovários Policísticos. Porém, além de mascarar os sintomas sem solucionar a causa do doença, esse método não faz sentido para quem deseja engravidar, certo?
Por isso, na clínica Gerare, temos uma equipe multidisciplinar para abordar o problema de diversas frentes. O ponto de partida é a mudança no estilo de vida. É necessária uma reeducação alimentar e suplementação nutricional para controlar a doença (considerando que a obesidade é, também, um fator de risco para desenvolvê-la), passando por orientação acerca da realização de atividades físicas, até os especialistas de reprodução assistida que poderão fazer uma avaliação da fertilidade e indicar os tratamentos mais apropriados para cada caso.

Quem tem Síndrome dos Ovários Policísticos não pode engravidar?
A SOP é um motivo de infertilidade. O caminho para realizar o sonho de ter um bebê pode ser mais tortuoso para as portadoras da doença, mas não é impossível. Com o acompanhamento adequado, a gravidez pode acontecer. O importante é não desistir – nem do sonho, nem da trajetória que a levará até ele.
Ficou com dúvidas? Ficaremos felizes em ajudar. Entre em contato com a equipe Gerare.
Fontes: Gerare Reprodução Humana/ CFM – Conselho Federal de Medicina/ SBRA – Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida/ Ministério da Saúde