Tem coisa que se falava antigamente, outras que ainda circulam nas correntes de Whatsapp até hoje... Mas é fake!
Por Dra Alessandra Bianchini Daud, CRM/TO 2479
Toda tentante que se abre a respeito da vontade de engravidar já deve ter ouvido diversos conselhos. Alguns proveitosos. Outros, nem tanto.
Veja a seguir alguns mitos comumente propagados para filtrá-los e não se deixar confundir:
1. Ficar de pernas pro alto depois do sexo ajuda a engravidar.

Essa é antiga, mas sem nenhuma comprovação científica. Uma vez dentro do corpo da mulher, os espermatozoides são biologicamente programados para nadar sentido ao óvulo. Eles não precisam da nossa ajuda para cumprirem o seu papel. Se fosse assim, em determinadas posições seria impossível de engravidar, não é mesmo?
O que realmente ajuda?
Ter relações sexuais durante o período fértil.
2. Se você já teve um filho, nunca terá problemas para engravidar.

Esse caso tem um nome próprio na medicina: Infertilidade secundária, que é quando um casal se torna infértil após ter um ou mais filhos. Muitos motivos podem levar à infertilidade ao longo da vida, tais como problemas de saúde, alterações hormonais, sequelas de doenças ou de tratamentos médicos e até a própria idade.
O que fazer?
Casais jovens que estão tentando engravidar há 1 ano sem sucesso, devem procurar ajuda médica. O tempo de espera cai para 6 meses caso a mulher tenha 35 anos ou mais. Essa recomendação serve tanto para os papais de primeira viagem, quanto para os que já tem filhos.
3. Tomar anticoncepcional por muito tempo deixa a mulher infértil.

O mecanismo do anticoncepcional oral é impedir a ovulação. Mas ele não prejudica a reserva ovariana, nem tem efeito definitivo. Portanto, quando parar de tomar, a ovulação retorna.
Inclusive, é mito que o organismo precise de um tempo para se “desintoxicar” do anticoncepcional até voltar a funcionar normalmente. Muitas mulheres conseguem engravidar no primeiro ciclo após interromper o uso da pílula.
O que fazer se não conseguir engravidar após a pílula?
Caso você perceba ausência ou irregularidades na menstruação, ou dificuldade para engravidar, é preciso procurar uma clínica especializada em reprodução humana para descobrir possíveis motivos de infertilidade (não relacionadas ao uso da pílula).
4. “É só parar de pensar nisso que você engravida.”

A maioria das tentantes já ouviu essa frase “motivacional”. Apesar das boas intenções de quem a fala, não tem nada de positivo nela. Primeiro porque é natural que toda mulher que deseja ter um bebê pense e fale a respeito disso. Para quem enfrenta dificuldades para engravidar, pode ser ainda mais complicado lidar com a ansiedade.
Simplesmente “desencanar” e não pensar a respeito não resolve o problema de quem tem um motivo de infertilidade.
O que realmente ajuda?
Para não se expor a esse tipo de comentário, se abra apenas com pessoas mais próximas, que se sensibilizem com a sua situação. Assim você diminui um pouco da pressão externa sobre o tema gravidez. E caso você esteja com dificuldade para realizar o sonho da maternidade, já sabe: Procure ajuda médica especializada em reprodução humana.
“Hoje em dia é tranquilo engravidar até a faixa dos 40 anos.”
Apesar dos avanços da medicina e da maior expectativa de vida, o sistema reprodutivo da mulher pouco mudou. A fertilidade já começa a cair na faixa dos 30 anos. Aos 35, há uma queda acentuada nas chances de engravidar. Aos 40, mais ainda.
Qual é a realidade?
Com ajuda da reprodução assistida, mulheres que já passaram do auge da fertilidade estão conseguindo ter filhos. Mas, para gestações naturais, quanto mais o tempo passa, mais difícil se torna.
A Clínica Gerare está disponível para te ajudar a realizar o sonho de ter um bebê. Entre em contato e tire todas as suas dúvidas.
Fontes: Gerare Reprodução Humana/ CFM – Conselho Federal de Medicina/ SBRA – Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida