Está iniciando agora a sua jornada como tentante? Fique por dentro de alguns termos do universo da Reprodução Humana
Por Dra Alessandra Bianchini Daud, CRM/TO 2479

Você iniciou recentemente a sua jornada como tentante e está com dificuldade para acompanhar tanta informação? Talvez você perceba logo que, tanto os médicos quanto os pacientes que já estão há mais tempo vivendo nesse meio, acabam usando diversas siglas e termos médicos - como se todo mundo fosse obrigado a entender!
Pode parece tudo muito complicado a princípio, mas saber reconhecer algumas nomenclaturas básicas irá te ajudar a compreender muita coisa! Além disso, sempre que você for a uma consulta médica com especialistas em reprodução assistida, não exite em perguntar e tirar todas as suas dúvidas. Compartilhar informações faz parte do nosso trabalho.
A seguir, alguns dos termos usados no dia a dia de quem procura tratamentos para engravidar:
FIV
A clássica FIV é a nomenclatura para Fertilização in Vitro. Tratamento em que o óvulo e o espermatozoide são coletados e o embrião é formado em laboratório. Esse embrião fica em observação por alguns dias e, quando está pronto, é transferido para o útero materno.
Blastocisto
É o embrião na forma ideal para ser transferido para o útero materno. Normalmente, ele chega ao estágio de blastocisto entre o 5º e o 7º dia após a fecundação.
Transferência embrionária
É a etapa da FIV em que o embrião em estágio de blastocisto é depositado dentro do útero da mãe.

ICSI
Essa é a sigla para Injeção Intracitoplasmática. É um tratamento para engravidar muito semelhante à FIV. A diferença é que na FIV o óvulo e os espermatozoides são colocados juntos em um recipiente adequado e esperamos que a fecundação aconteça naturalmente, como seria dentro das trompas numa gravidez natural. Já na ICSI, um espermatozoide selecionado é depositado diretamente dentro do óvulo com a ajuda de uma agulha muito fina. Curiosidade: Essa imagem (acima) que sempre aparece para ilustrar os tratamentos de reprodução assistida, na verdade é uma ICSI, e não uma FIV.
Indução ovariana ou estimulação ovariana
É a etapa do tratamento que antecede a coleta de óvulos. A estimulação é feita com medicamentos, e acompanhada por ultrassom para checar a resposta dos folículos que abrigam os óvulos. O ultrassom também nos mostra o momento ideal para realizarmos a coleta.

Preparo endometrial
Endométrio é a camada que reveste a parte interna do útero. Esta camada precisa engrossar para que seja possível a implantação do embrião. Em uma gravidez espontânea esse é um processo natural do organismo. Nos tratamentos de reprodução assistida, é preciso utilizar medicamentos para chegarmos à espessura ideal.
SOP
Essa é a sigla para Síndrome dos Ovários Policísticos, uma doença com potencial para causar infertilidade.
Folículo
São estruturas que abrigam os óvulos dentro dos ovários. Durante a ovulação esses folículos se rompem. Nesse momento, tecnicamente, liberariam um óvulo. Porém, nem todo folículo possui de fato um óvulo dentro.
Reserva ovariana
Através da análise da reserva ovariana (via ultrassom), descobrimos quantos folículos a mulher ainda tem disponível. Uma reserva ovariana pode estar adequada, alta ou baixa para a idade da paciente, e este é um marcador importante da fertilidade.
Hormônio Anti-Mülleriano
Medido com exame de sangue, serve para fazermos uma estimativa da reserva ovariana da paciente. Este e o ultrassom que avalia a reserva ovariana são complementares.

Beta HCG
Um dos momentos mais aguardados na reprodução assistida! O Beta-HCG é o exame de sangue que confirma a gravidez.
Fontes: Gerare Reprodução Humana/ CFM – Conselho Federal de Medicina/ SBRA – Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida